sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O caráter sexual do Paraíso Islâmico



Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.

A partir de amanhã e na próxima semana, iniciaremos a tradução de um texto sobre o aspecto sexual do paraíso islâmico. Conhecemos algumas críticas que se atém a não ouvir os místicos, que se atém somente a criticar uma religião com base em seus fragmentos...

Ora, tal característica é um problema. Não que em nosso blog não tenhamos cometido esse tipo de injustiça: para isso, pedimos o perdão de Allah. Mas não podemos agir de outra forma, ignorando tal questão. Não é possível ignorar que as pessoas sentem desejos e que o Paraíso é uma manifestação do cumprimento desses desejos.

No Islã, temos a narrativa alegórica de que seremos ressuscitados com os mesmos e, ao mesmo tempo, novos corpos. Tais corpos serão materiais mas não serão materiais. Serão corpos completos. E a completude do corpo envolve, sim, sua sexualidade.

Pedimos a compreensão de nossos leitores, sabendo que é um assunto extremamente delicado. Sabemos o quanto orientalistas, islamófobos e demais reducionistas se apressam a criticar o Islã por defender que o Paraíso envolve o prazer sexual. Entretanto, dizemos, para essas pessoas, que devem experimentar o rompimento de fluxo com a existência que o orgasmo proporciona e que percebam a obviedade de que a existência humana demanda a completude.

Deus nos ajude nesse empreendimento; Deus esclareça-nos no sentido de nos compreendermos e aprendermos uns com os outros.

Ibn Sina e a Psicologia Islâmica


Ibn Sina (981-1037 da Era Comum) foi a maior influência sobra a história da psicologia islâmica, tomando as ideias gregas e adaptando-as para se encaixarem na doutrina islâmica. Ele iniciou com a ideia aristotélica de que os humanos possuem três tipos de alma, sendo a vegetativa, a animal e a psique racional. As duas primeiras atrelam o Homem á terra enquanto a psique racional conecta-o a Deus.

No mesmo sentido, a psicologia islâmica de Ibn Sina propunha que os cinco sentidos, compartilhados com os animais, eram vínculos terrenos. Ele acreditava que a habilidade para raciocinar concedia à humanidade uma conexão única com o divino. Ibn Sina procurou atribuir certas habilidades mentais a partes específicas do cérebro, porém a proibição islâmica de dissecar [carece de fontes] previniu-o de reunir evidências observáveis para embasar suas teorias.

Ibn Sina também propôs que os humanos possuíam sete sentidos internos que complementavam os outros sentidos. Na longa história da psicologia, essa foi uma das primeiras tentativas de compreensão da forma que mente e razão operam.


A psicologia islâmica de Ibn Sina

  • Senso comum: esse sentido congrega as informações reunidas pelos sentidos externos.
  • Imaginação retentiva: esse sentido recorda a informação reunida pelo senso comum.
  • Imaginação animal composta: esse sentido a todos os animais aprenderem o que evitar e o que procurar, de forma ativa, em seu meio natural.
  • Imaginação humana composta: esse sentido auxilia os humanos a aprenderem o que evitar ou procurar no mundo que os rodeia.
  • Poderes de estimativa: essa é a habilidade de realizar julgamentos inatos sobre o ambiente circuncidante e a determinar aquilo que é benéfico ou perigoso. Por exemplo, um medo instintual e inato de predadores cairia sobre esse sentido.
  • Memória: a memória é responsável por recordar todas as informações desenvolvidas pelos outros sentidos.
  • Processamento: essa é a habilidade para usar todas as informações e é o mais elevado dos sete sentidos internos.


[extraído de http://explorable.com/islamic-psychology - tradução de Muhammad F.]

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O verdadeiro inimigo



Nossos inimigos não são Judeus ou Cristãos; nosso inimigo é nossa própria ignorância. - Imam Ali Ibn Abi Taleb (AS)

[extraído de http://thebeautyofislam.tumblr.com/post/23464503720 - tradução de Muhammad F.]

Umm Waraqah



Umm Waraqah foi contemporânea do Profeta Muhammad. Ela sabia todo o Alcorão. Por causa disso, Muhammad apontou-a para liderar um grupo de homens e mulheres na oração. O exemplo de Umm Waraqah é baseado em um hadith tido como forte, transmitido por ibn Sa'd al-Baghdadi [bn Sa'd: Kitab al-Tabaqat al-Kabir, vol. 8, p. 335.].

Por causa da força dessa evidência, o exemplo de Umm Waraqah serve como embasamento para a opinião, entre alguns juristas islâmicos, de que às mulheres é permitido liderar não somente outras mulheres na oração, mas mesmo liderar congregações mistas [ou seja, com homens e mulheres]. Essa é uma opinião minoritária na tradição Hanbali.

Devido ao fato de que Umm Waraqah ter sido uma das poucas pessoas a memorizarem o Alcorão por completo, ela foi uma de suas poucas transmissoras antes que o livro fosse compilado em formato escrito.

[extraído de http://en.wikipedia.org/wiki/Umm_Waraqa - tradução de Muhammad F.]

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Não fique irado e entrará no Paraíso


Abu ad-Darda relatou: Eu disse "Oh, Mensageiro de Allah, diga-me sobre um feito que me dará entrada no Paraído." O Mensageiro de Allah, que a paz e as bençãos estejam sobre ele, disse "Não se enfureça e você entrará no Paraíso."

[extraído de http://www.eislamicquotes.com/hadith-on-anger-paradise-1/ - tradução de Muhammad F.]